Grupo contadores de estórias - Rachel Joffily Ribas

A artista estudou artes plásticas no Instituto Central de Artes da UnB e na Parsons School of Design, em Nova York. Em 1979, em uma viagem a Nova York entrou em contato com o Sculpey. “Nessa época, não havia o Super Sculpey e o Sculpey branco só era encontrado nas melhores lojas de material para artistas: Pearl Paint e Arthur Brown. Uma amiga brasileira, ex-colega da Parsons, tinha usado para um trabalho e me recomendou. Achei o máximo!”, comenta Rachel, que ainda se surpreende com a facilidade de trabalho com o material. Com orgulho Rachel conta sua história com exclusividade para o Polymer Clay Brasil: “Na mesma ocasião, a companhia de teatro que meu marido e eu tínhamos fundado em 1971, em NY, o Grupo Contador de Estórias, estava passando por uma reestruturação. Depois de 8 anos montando espetáculos com bonecos gigantes, banda de música, grandes eventos populares em parques e praças do Rio de Janeiro, apesar do sucesso de públicos de 3000 pessoas, cansamos da produção e fomos, com os dois filhos pequenos, 'dar um tempo' em Nova York e ver o que acontecia. O que aconteceu teve uma participação do Sculpey que dura até hoje. Começamos, ainda em Nova York, a montar um espetáculo 'que coubesse em uma mala'. Das superproduções ao ar livre passamos direto, sem escalas, para espetáculos intimistas, para teatros pequenos, para adultos, e sem palavras.Os bonecos tiveram que ser inventados. As técnicas existentes (marionete,fantoche, boneco de vara) não serviam ao nosso propósito de recriar cenas do cotidiano de índios brasileiros. Corpos nus não podem esconder os mecanismos dos bonecos, então criamos bonecos nus e sem mecanismos. Eram manipulados diretamente com as mãos, e esta técnica hoje em dia até tem nome:manipulação direta. Os corpos eram de madeira coberta de espuma e tecido (ossos, musculatura e pele), as mãos e caras eram de madeira, e os pés de Sculpey, que dava, além de tudo, o peso necessário para a manipulação. Atualmente os bonecos têm cara, mãos e pés de Sculpey. Este primeiro espetáculo nesta linha se chamou Mansamente. Estreou no Rio em 1980, ganhou prêmios no Rio e em São Paulo, viajou pelo Brasil e nos lançou num circuito internacional que durou até cansarmos, uns 15 anos depois. Este espetáculo teve mais de 200 apresentações fora do Brasil, e foi visto em teatros e festivais importantes pelo mundo afora. Em 81 mudamos para Paraty, de onde podíamos sair para as turnês internacionais e onde, no resto do ano, desenvolvíamos outros espetáculos no nosso ateliê. Em 85 compramos um casarão no bairro histórico e o transformamos no Teatro Espaço. Hoje em dia este teatro é visita obrigatória de quem vem a Paraty. Rachel e seu grupo em Paraty participa de um projeto envolvendo o Caminho do Ouro (www.caminhodoouro.com.br) que inclui uma exposição sobre a história do caminho. Esta exposição tem muitas figuras em miniatura feitas com Sculpey, “teria ainda mais, se não fosse um material tão caro”, comenta Rachel. Leia  alguns comentários dos críticos de importantes veículos no mundo:

O Globo: 'Em Concerto' é diminuto em tudo menos, é claro, em qualidade .Os bonecos evocam gestos, posturas e emoções e criam aquele tipo maravilhoso de ilusão que só a arte atinge.

Jornal do Brasil: "Em Concerto é uma demonstração da qualidade e permanência do grupo Contadores de Estórias....é um balanço e a confirmação de um trabalho amadurecido pelo tempo.

The New York Times: By the end of the wordless piece one is left with the eerie sense that the miniature figures are more real than the humans.
Los Angeles Times: ... the tiniest gesture catches the heart...

Le Monde: Le public a eté étonné...

Com apresentações o ano inteiro, sempre às quartas e sábados, sempre com casa cheia, o espetáculo

Em Concerto está em cartaz desde 94, já está chegando no espectador número 55.000, e se sustenta muito bem.

Saiba mais no website: www.caminhodoouro.com.br